Resenha: O Chamado do Cuco, Robert Galbraith

junho 07, 2016 4 Comments A+ a-

Título: O Chamado do Cuco (Cormoran Strike #1)
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Páginas: 447
ISBN: 978-85-325-2874-2 (capa dura)
Lançamento: 2013
Gênero: Romance inglês, romance policial
Onde comprar: Livraria Cultura - Saraiva - Submarino
Links: Skoob
Avaliação: ★★★★

Sinopse: Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega. Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O Chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P. D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.

“(...) (e cada ser humano) era mortal, e que os homicídios eram mais 
do que quebra-cabeças a serem resolvidos”. [p.373]

O Chamado do Cuco é o primeiro livro, de três já escritos, sobre o detetive Cormoran Strike. De autoria de Robert Galbraith, o pseudônimo de J.K. Rowling, o livro pode parecer mais do mesmo, ou mais uma história de detetives.

O que temos em mãos é uma história com personagens que soam reais, uma trama cheia de incertezas e uma narrativa que não tem pressa em resolver o mistério apresentado desde o início.

Começamos o livro com a morte de Lula Landry, uma modelo famosa, alvo de inúmeros tabloides e revistas de celebridade, que depois de investigações da polícia é anunciada como suicídio. Seu irmão John Bristow, inconformado com o fato, contrata o detetive particular Cormoran Strike, pois acredita que tenha sido um homicídio.

“O que lamentamos é a imagem física que flutua por uma multiplicidade
de tabloides e revistas de celebridade; uma imagem que nos vende roupas,
bolsas e uma ideia de fama que, em sua morte, provou-se vazia e
transitória como uma folha de sabão”. [p.66]

O detetive Strike mergulha de cabeça nesse mundo da fama, do glamour, dos tabloides, dos artistas, das mentiras, e do dinheiro, para descobrir o que realmente aconteceu a Lula. A naturalidade da narrativa e a sensação de realidade é criada pela calma que o detetive investiga o acontecido. Uma calma que pode parecer lentidão para alguns leitores é na verdade consequência de que novas provas não aparecem milagrosamente, pois o caso já havia sido amplamente investigado pela polícia.

Também com calma e naturalidade é construída a relação entre Cormoran Strike e sua nova secretária, Robin Ellacott. Ela não se torna apenas uma ouvinte de reclamações ou enfeite, mas vai aprendendo como participar das investigações e se tornar uma peça essencial na dinâmica de trabalho do escritório de investigação. A dinâmica que se cria, é a de dois companheiros de trabalho se conhecendo.


Os outros personagens que surgem na trama, que são desenvolvidos ou não, de acordo com a necessidade da história, recebem atenção especial ao serem escritos, pois são nítidas as diferenças linguisticas na fala de cada personagem. Cada um se torna uma peça importante para dar esse ar de naturalidade à narrativa.

Com a atmosfera da cidade de Londres sendo apresentada em diversas cenas do livro, O Chamado do Cuco é um livro de leitura fluida, rápida, e com mistério e suspense que deixam a leitura repleta de incertezas e que prende até o fim.

“Pela janela sombreada entravam os sons de Londres, viva a toda hora,
roncando e rosnando, parte homem, parte máquina”. [p.422]

Robert Galbraith apresenta dois novos personagens, Cormoran Strike e Robin Ellacott, me deixando curiosa e com vontade de ler as sequências: O Bicho-de-seda e A Vocação do Mal.

“Tornei-me um nome”. [p.447]



27 anos, arquiteta, restauradora e nas horas vagas fotógrafa e masterchef. Bookaholic morando nas terras do Tolkien, Lewis, Rowling, Dahl, Carrol.

4 comentários

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8 de junho de 2016 08:53 delete

Oi, Aline!
Eu li algumas resenhas desse livro, mas, apesar de ser da JK, não bate a vontade de ler.
Beijos
Balaio de Babados

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8 de junho de 2016 10:52 delete

Oi Luiza!
O que me instigou a ler o livro foi curiosidade mesmo! Acabei gostando bastante, por ser um livro rápido e fácil de ler! Entendo quem não tenha vontade de ler!
Obrigada pela visita!
Beijos

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8 de junho de 2016 12:53 delete

Oi Aline
Eu li mês passado esse livro, e n sabia que era da JK, ainda bem!
Ainda bem pq eu tentei ler Morte Súbita mas não deslanchou, então se eu soubesse que era dela talvez n tivesse lido.
Descobri a verdadeira autora quando já tava com o livro em mão hehehehe
Eu gostei mt da história, nunca imaginei o final...
Fiquei boquiaberta com a revelação

Não sabia que tinha continuação, já qro ler!

Bjooos
muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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8 de junho de 2016 17:13 delete

Oi Fernanda!
Quando comecei a ler eu já sabia que era a J.K.Rowling, mas fontes seguras (amigos! :) ) tinham me garantido que era bem melhor que o Morte Súbita!
Eu gostei bastante do final também!
E sim! Tem continuação!!!
Obrigada pela visita!

Beijos

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