Resenha: Os últimos dias de nossos pais, Joël Dicker

junho 14, 2016 6 Comments A+ a-

Título: Os últimos dias de nossos pais
Autor: Joël Dicker
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
ISBN: 978-85-8057-701-3
Lançamento: 2015
Gênero: Romance suíço
Onde comprar: Livraria Cultura - Saraiva
Links: Skoob - Leia um trecho
Avaliação: ★★★
Sinopse: Após a frustração de ter tido o Exército britânico encurralado em Dunquerque, Winston Churchill tem uma ideia capaz de mudar o curso da guerra: a criação de uma nova seção do serviço secreto britânico, a SOE (Executiva de Operações Especiais), responsável por conduzir ações de sabotagem e se infiltrar nas linhas inimigas. Algo jamais feito na história. Na esperança de se juntar à Resistência, o jovem Paul-Émile deixa Paris e vai para Londres. Logo recrutado pela SOE, ele se integra a um grupo de franceses que se tornam seus companheiros de coração e de armas. Passando por formações e treinamentos intensos nos quatro cantos da Inglaterra, os selecionados voltarão para a França ocupada para contribuir na resistência. Mas a espionagem alemã está alerta... A existência da SOE por muito tempo foi mantida em segredo. Várias décadas após o fim das atrocidades da Segunda Guerra.
“Guerra é guerra. E a guerra nos faz ter 
consciência das verdades mais terríveis”. [p.102]

O autor suiço Joël Dicker me foi apresentado por um professor, que na época me recomendou a leitura do seu segundo romance A verdade sobre o caso Harry Quebert, que é um mistério muito bem escrito e impossível de parar de ler. Os últimos dias de nossos pais, o primeiro romance de Dicker, e que no Brasil foi lançado depois, é muito diferente.

Esse livro é antes de mais nada uma homenagem aos que lutaram pelo fim da 2ª Guerra Mundial, que participaram da resistência e que de alguma forma colaboraram para o fim de um dos grandes conflitos do século XX.
Acompanhamos a história de aproximadamente 10 recrutas da SOE (Executiva de Operações Especiais) do Exército Britânico, que infiltrarão nas linhas inimigas para enfraquecer a ocupação alemã na França.

A história é muito bonita, pois destaca a coragem e a lealdade de todos que participaram. A relação dos personagens cria uma livro sobre amor, amizade e medo, além de fazer uma reflexão sobre o ser humano e suas fraquezas.

“Coragem não é não ter medo, é ter medo e resistir assim mesmo”. [p.303]

Apesar disso, a narrativa é lenta, tudo é descrito com tamanho cuidado que o desenrolar da trama demora. E para mim não houve um final surpreendente, mas acredito que esse não é o objetivo do livro.

O livro funciona como uma lembrança daqueles que lutaram anonimamente nas linhas inimigas por uma organização que somente depois de muito tempo foi revelada ao público. É definitivamente uma homenagem muito bonita e válida de se ler.

“Nós escolhemos matar! E nos transformamos naquilo que escolhemos”. [p.270]

Espero que tenham gostado e comentem o que acharam!

27 anos, arquiteta, restauradora e nas horas vagas fotógrafa e masterchef. Bookaholic morando nas terras do Tolkien, Lewis, Rowling, Dahl, Carrol.

6 comentários

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Cida
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14 de junho de 2016 21:17 delete

Oi gente! Este livro ainda não despertou meu interesse já Harry Quebert eu quero muito conferir.

Bjos!! Cida
Moonlight Books

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14 de junho de 2016 21:35 delete

Acho que esse eu não leria... ainda mais porque disse que o desenrolar da trama é demorado. Desistiria da leitura...
bjs e parabéns pela resenha!

Amor por Livros

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15 de junho de 2016 10:00 delete

Oi Cida! Recomendo muuuito a leitura de Harry Quebert! Vale muito a pena!
Obrigada pela visita!
Beijos

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15 de junho de 2016 10:03 delete

Oi Renata.
Vou confessar que foi difícil terminar o livro justamente por causa disso, mas vale a pena a leitura mesmo assim. Dificilmente eu desistiria de uma leitura, mas vai de cada um não é!
Obrigada pela visita!
Beijos

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16 de junho de 2016 19:34 delete

Oi Aline!
Já tinha ouvido falar e muito bem do segundo livro, que tenho bastante vontade de conhecer. Mas tenho um pouco de receio, pois não me identifico muito com livros de leitura demorada! Talvez mais para frente eu dê uma chance, já que minha vida de leitora é cheia de fases haha
Mas a de qual leitor não é, né??
Beijo
www.blogleituravirtual.com

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16 de junho de 2016 21:09 delete

Oi Marina!
Pois é, há alguns anos não me imaginaria lendo clássicos da literatura.
O livro vale a pena ler, mas não dá pra esperar por uma leitura super dinâmica!
Obrigada pela visita!

Beijos

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