Resenha: Cartas de amor aos mortos, Ava Dellaira

agosto 07, 2016 4 Comments A+ a-

Título: Cartas de amor aos mortos
Autores: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Páginas: 344
ISBN: 8565765415
Lançamento: 2014
Skoob: Adicione
Onde comprar: Saraiva - Submarino - Amazon
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Cartas de amor aos mortos foi publicado em 2014 pela editora Seguinte e é o primeiro livro de Ava Dellaira. É uma história extremamente comovente, que nos envolve facilmente em sua narrativa poética e nos sentimentos complexos da personagem. Nos rende momentos de reflexão e identificação com as perdas e situações presentes ao longo do trama. 
"Talvez o garotinha que precisava de alguém para protegê-lo nunca tenha ido embora. É possível ser nobre, corajoso e lindo e ainda assim desabar."
Laurel é uma garota doce e inocente, mas que carrega grandes tristezas em seu mundo que não é mais o mesmo desde que perdeu sua irmã May. Sua irmã era o que Laurel mais tinha de valioso em sua vida. May era sua companheira e melhor amiga, ela a idolatrava e amava como May era linda, viva e corajosa. Por que sua irmã teve que a deixar?

Tendo que superar a morte da irmã, a dolorosa separação dos pais, o 'abandono' de sua mãe e a culpa que a persegue por esses fatos, Laurel decide começar o ensino médio longe de todos que a conheciam e sabiam da sua vida. 
"De repente entendi que estar vivo é isso. Nossa próprias placas invisíveis se movendo em nosso corpo, e se alinhando à pessoa que vamos nos tornar."
É com uma tarefa passada pela professora de inglês que Laurel passa a escrever cartas para seus grandes ídolos, e isso acaba se tornando algo maior para ela e a ajudando a desabafar sobre seus problemas, medos e angústias. 

O livro é narrado em 1ª pessoa no formato de cartas (parecendo um pouco com um diário), onde Laurel escreve para Kurt Cobain, Amy Whinehouse, Heath Ledger, Amelia Earhart, entre outros, e nos mostra todos os seus sentimentos mais profundos e a dor que sente por tudo o que está passando. O que achei interessante é que a autora abordou as histórias de vida de todas essas personalidades e isso enriqueceu bastante a trama. 
“Querido Kurt Cobain, Hoje, no fim da aula, quando a Sra. Buster pediu para entregarmos as cartas, olhei para o caderno em que tinha escrito a minha e o fechei. Assim que o sinal tocou, recolhi meu material e saí. Tem coisas que não posso contar pra ninguém além das pessoas que já não estão mais aqui.”
Ao longo da história acompanhamos Laurel tentando recomeçar sua vida, mas o que me deixou aflita foi que ela estava fazendo isso de maneira errônea. Sua irmã está presente em todos os seus pensamentos, e muitas vezes é perceptível que a personagem estava tentando se tornar uma May e isso a deixava mais perdida e solitária, pois ao invés de superar a perda ela estava esperando que a vida continuasse do ponto em foi interrompida.
“Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos.”
Temos na trama alguns personagens secundários que foram fundamentais para o amadurecimento de Laurel e a superação da mesma em sua vida. A autora foi bem feliz explorando Sky na história e a bomba jogada em cima do leitor na reta final do livro. 

Faz bastante tempo que esse livro foi lançado, porém só tomei conhecimento dele esse ano e confesso que gostei bastante de ter achado ele na livraria em uma tarde no shopping, pois valeu muito a pena. Recomendado!
"O universo é maior do que qualquer coisa que cabe na sua cabeça."


26 anos, arquiteta, ama fotografar e sou bookaholic assumida. Um dos meus hobbies preferidos, além de tudo o que eu já faço, é sentar em um lugar tranquilo e ler um livro.

4 comentários

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7 de agosto de 2016 21:54 delete

Oi Raissa, fiquei sabendo desse livro esse ano também e ate agora não ele não tinha despertado interesse em mim. Gostei muito da sua resenha.
Beijos
Quanto Mais Livros Melhor

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8 de agosto de 2016 07:39 delete

Oi, Raissa!
Eu comprei esse livro recentemente e logo vou começar a ler. Adorei sua resenha!
Beijos
Balaio de Babados

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Raissa Novaes
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13 de agosto de 2016 12:22 delete

Olá Pri,
Eu gostei bastante dele, vale a pena a leitura!
Beijos :*

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Raissa Novaes
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13 de agosto de 2016 12:22 delete

Olá Lu,
É ótimo, me conta depois o que achou!
Obrigada, beijos :*

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