Resenha: O Garoto no Convés, John Boyne

setembro 06, 2016 1 Comments A+ a-


Título: O Garoto no Convés
Autor: John Boyne
Editora: Cia das Letras
Páginas: 325
ISBN: 978-85-359-2337-7
Lançamento: 2008
Gênero: Ficção histórica, Ficção irlandesa
Onde comprar: Saraiva - Livraria Cultura
Links: Skoob
Avaliação: ★★★
Sinopse: O célebre episódio do motim no navio de guerra britânico HMS Bounty, em abril de 1789, inspirou numerosos livros e filmes. Na tradição dos grandes romances de aventura marítima, John Boyne recriou essa história a seu modo surpreendente e inovador. Em O Garoto do Convés, a expedição é narrada do ponto de vista de John Jacob Turnstile, um jovem de Portsmouth, sul da Inglaterra, que sofre abusos de toda sorte no orfanato em que vive e pratica pequenos furtos nas ruas da cidade. Detido pela polícia após roubar um relógio, é salvo pela própria vítima do roubo quando este lhe faz uma proposta: em vez de ficar encarcerado, ele embarcaria no Bounty para passar pelo menos dezoito meses como criado particular do respeitado capitão William Bligh. Turnistile aceita a barganha, planejando fugir na primeira oportunidade, mas a rígida disciplina da vida no mar e uma relação cada vez mais leal com o capitão transformarão sua vida para sempre. É pela voz desse adolescente insolente e sagaz, mas ao mesmo tempo frágil e ingênuo, que o leitor acompanhará uma viagem repleta de intrigas, tempestades intransponíveis, cenários exóticos e lições de lealdade, paixão e sobrevivência.

“Os ricos sempre consideram ignorantes os garotos como eu, mas às vezes demonstram ignorância igual ou maior, se bem que de outro tipo”. (BOYNE, p.78)

O primeiro livro que li de John Boyne foi “O menino do pijama listrado”, e como muitos (eu acredito) foi um livro de tirar o chão e regado a muitos lencinhos. “O Garoto no Convés”, que como “O Menino do Pijama Listrado” é um romance histórico, é nesse quesito bem diferente. Garanto que o final, mesmo sendo muito bom não vai ser tão devastador. O que para mim foi uma coisa boa.

Boyne conta a história do navio da Marinha Inglesa o HMS Bounty, que comandado pelo tenente William Bligh que tinha como missão uma viagem ao Taiti para buscar um carregamento de mudas de fruta-pão. No entanto, em abril de 1789, na viagem de volta o navio serviu de palco para um motim, em que o imediato do navio tomou o comando e deixou aqueles que não concordaram com o motim à deriva em uma pequena embarcação no meio do Oceano Pacífico.

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Réplica do HMS Bounty.
Como um bom livro de aventuras, e para mim um chamariz de leitura, o livro começa com o mapa do trajeto realizado pelo Bounty e pela embarcação depois do dito motim. Com o mapa em mãos ele se torna bastante importante para conseguir localizar o navio no mapa mundi ao longo da história.

Narrado em primeira pessoa pelo garoto John Jacob Turnstile, acompanhamos como ele passa de um garoto das ruas da Inglaterra, que praticava pequenos furtos e fugia da polícia à integrante da tripulação do navio Bounty em sua missão ao Taiti.

O livro está dividido em cinco partes, se iniciando por aquela em que surge a proposta para John participar da tripulação. Como boa parte da história se passa em alto mar, são bastante precisas as descrições sobre a vida e o dia a dia em um navio do século XVIII, como as superstições náuticas e o funcionamento da hierarquia a bordo.

Além disso, por se tratar de um romance de formação, vemos o amadurecimento e descobertas do personagem ao longo da trama, e como ele passa de um menino levado a um tripulante responsável.

O livro pode ser lento e um tanto quanto exaustivo para se ler, principalmente nos trechos em que o navio está em alto mar (e por se tratar de uma aventura em um navio, isso é bastante compreensível), a leitura vale a pena. Foi um fato histórico, que por mais que tenham dito que já foi bastante documentado e que inspirou filmes, eu desconhecia e por isso bastante interessante. Pra quem gosta de John Boyne, leiam, o livro é bom.

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27 anos, arquiteta, restauradora e nas horas vagas fotógrafa e masterchef. Bookaholic morando nas terras do Tolkien, Lewis, Rowling, Dahl, Carrol.

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