Resenha: Miss Peregrine's Home for Peculiar Children, Ransom Riggs

21:00:00 1 Comments A+ a-

Título: Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children [O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares]
Autor: Ransom Riggs
Editora: Quirk Books [Leya]
Páginas: 382 [336]
ISBN: 978-15-947-4603-1 [978-85-441-0284-8]
Lançamento: 2013 [2015]
Gênero: Infanto-juvenil, Fantasia
Onde comprar: Amazon - Livraria Cultura - Saraiva
Links: Skoob [Skoob]
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas.

I used to dream about escaping my ordinary life, but my life was never ordinary. I had simply failed to notice how extraordinary it was. [pp.351]

Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children era um livro que eu estava com uma vontade imensa de ler. Tive a oportunidade de lê-lo no Kindle, mas depois de folheá-lo diversas vezes nas livrarias da vida, percebi que por conta da diagramação e das imagens contidas no livro podia estar perdendo uma experiência. Optei então por esperar e comprar o livro quando minha promessa de não comprar livros físicos até viajar tivesse acabado. Cá estou, finalmente com o livro em mãos e terminado em menos de 24 horas depois de começar a ler (nada como ter tempo para isso, não é mesmo?!).

O que dizer desse autor que mal conheço, mas já considero pacas? Brincadeiras à parte, o livro me encantou por inúmeras razões. Já no prólogo somos apresentados a Jacob, um adolescente americano de 16 anos, que ouve as histórias de infância do avô pela enésima vez. Assim como eu, Jacob duvida da veracidade dessas histórias e esse limiar de “será que isso realmente é verdade?” é uma sensação que nos acompanha livro a dentro.

São histórias de uma casa feliz em que morou quando era criança, quando estava fugindo dos monstros que o perseguiam. Um orfanato comandado por um pássaro, cheio de crianças peculiares, cada uma com uma capacidade de fazer algo extraordinário. E cada pedaço da história acompanhada por uma fotografia curiosa.

Jacob é um adolescente quieto, praticamente sem amigos, filho único e que tem uma relação de imenso afeto com o avô. Avô esse que já está no fim dos dias e fica cada vez mais demente, e que com o passar dos anos fica cada vez mais obcecado com os monstros que o perseguiram a vida toda. Mas é apenas demência não é mesmo? Ou será realmente verdade?

Ransom Riggs cria essa dúvida mais de uma vez ao longo dos primeiros capítulos, e o faz muito bem. Sempre há uma resposta racional, como os monstros que perseguiam o avô eram os nazistas na Segunda Guerra Mundial que o fizeram abandonar seu lar e sua família.

Mas quando as respostas das questões que surgem na segunda metade para o fim do livro não são o que esperamos, a explicação convence. Mesmo que elas tenham sido curtas (estou realmente acostumada a descrições mais longas sobre temas que são criados por autores para seus livros), não atrapalha a história. Sabemos que esse é o primeiro de três livros já publicados, e acredito que o foco do livro tenha sido o processo de descoberta de Jacob sobre o Lar da Miss Peregrine, assim como nós.

E o que torna esse livro único são as fotografias colocadas entre as páginas de texto. Elas não estão lá por acaso ou por ilustração; não, elas complementam a história. Segundo o autor a história surgiu por causa das fotografias que colecionava (a maioria delas compradas em feiras) e se por um acaso uma surgia que era especial ele colocava na história de alguma maneira. O fato de essas fotos realmente existirem muito tempo antes de nós termos nascido, dá um tom único ao conjunto. Peculiar. Essa palavra resume tudo.

Tim Burton foi o responsável pela adaptação do livro para os cinemas, o filme foi lançado no final do mês de setembro, Eu prefiro o termo releitura, porque foi isso que de fato aconteceu. O diretor mudou muito a história, mas muito mesmo, principalmente o final. Não concordo com as mudanças: em uma delas a peculiaridade de duas personagens, Emma e Olive, foi trocada e o resultado não é nada convincente porque simplesmente não faz sentido. Outros momentos não fazem sentido no filme, como os aspectos do tempo e o loop.

Eva Green como Miss Peregrine na adaptação para os cinemas.
Enfim, o que salva o filme é a presença da Eva Green, porque nem o Samuel L. Jackson eu curti. E os atores escolhidos para interpretarem as crianças são bastante fracos. Vou ficar apenas com o livro mesmo!

E esse livro recomendo com muito amor. É um daqueles que vou guardar com carinho na estante e revisita-lo de tempos em tempos. É impossível para de ler, pelo menos foi para mim, e faz você querer ter o segundo livro (Hollow City) em mãos logo depois de terminar de ler.

PS: Em algum momento do livro eu fiquei com a sensação de ouvir o Magneto de X-Men assoprando as palavras no meu ouvido. Fiquei louca?

O que vocês acharam? Já leram, querem ler? Deixe seu comentário!


27 anos, arquiteta, restauradora e nas horas vagas fotógrafa e masterchef. Bookaholic morando nas terras do Tolkien, Lewis, Rowling, Dahl, Carrol.

1 comentários:

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30 de outubro de 2016 03:22 delete

Olá!
Eu adoro esse livro! Ainda mais que me senti próxima a história pelo fato de ter fotografias que se encaixaram perfeitamente conforme cada situação era narrada. Dava a impressão de quase estar lendo um diário peculiar kkkkk'
Ransom Riggs soube bem trabalhar com o enredo, personagens... Ainda estou pra ler as continuações!
Adorei sua resenha!

Beijo, beijos
relicariodehistoriasma.blogspot.com

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