Das coisas mais importantes na minha vida (Projeto "Escrevendo sem medo")

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Olá leitores.

Aqui está a minha primeira aventura escrevendo. Parece tão fácil, né, até o momento que você vê aquele cursor piscando na tela e um bloqueio mental que acompanha esse piscar.

O primeiro texto, de Janeiro (sei que tá atrasado) tem o seguinte tema:

"Das coisas mais importantes na minha vida."

E foi esse o resultado.


Olá. Bom dia. Tudo bem? Obrigada.

Cada uma dessas palavras, ou a combinação delas da maneira que você imaginar soar melhor, são dessas coisas que soltamos para desconhecidos, e conhecidos é claro, na rua, no elevador, na padaria, no ônibus. Na verdade, em qualquer lugar que nos é requerido o contato humano, que nos é  exigido algum tipo de socialização, nos ouvimos dizer: bom dia, olá.

Você raciocina ao dizer isso toda vez que encontra com alguém? É daquelas coisas que você faz com consciência? Tente contar quantas vezes essas palavras foram pronunciadas ao longo do seu dia. Eu não tenho ideia, nem mesmo consigo lembrar para quem eu dirigi essas sílabas. Virou uma ação involuntária, como respirar.

Mas ao contrário de respirar, que o meu querido cérebro resolve todo e qualquer problema em relação ao meu pulmão e minhas doses necessárias de oxigênio, ser uma pessoa consciente depende de mim, apenas de mim. E não é estranho, que uma ação que envolve outro ser humano: o motorista do ônibus, o taxista, o caixa do supermercado, o garçom, sua vizinha, se tornou algo tão impessoal?

Foi necessário outro ser humano, um grande amigo meu, pra me tirar da minha bolha. Celular, livro ou qualquer objeto de entretenimento na mão, recebi um chega pra lá: querida, você precisa acordar pro mundo e perceber que existem pessoas a sua volta. “Ah desculpe, obrigada pelo café. Tenha um bom dia”.

Nem sempre me lembro de fazer isso. É uma tarefa difícil? É. Viver em sociedade é difícil. Mas os resultados, quando bem sucedida, me faz sentir um ser humano melhor.

Lembro muito bem de uma atendente, de algum restaurante ou padaria, honestamente, não lembro. Na verdade não importa. Depois de um “Olá, bom dia” da minha parte, recebi um sorriso tão sincero que parecia dizer “olá, bom dia! Você é a primeira pessoa que me tratou com um ser humano. Meu mais sincero obrigado”. Parece triste? Claro. Mas fiz o dia de uma pessoa mais feliz? Menos triste? com um gesto tão simples.

Pensar ao fazer isso, te faz mais consciente do mundo a sua volta. Pensar nisso me fez uma pessoa mais consciente do mundo a minha volta. Porque assim como você está nele, fazendo o seu trabalho, fazendo a sua parte, os outros também estão.

Respeito. Dessas coisas que todo mundo diz que precisa ter, porque é importante, mas ao mesmo tempo tão difícil de por em prática nas atitudes mais simples do dia-a-dia.


27 anos, arquiteta, restauradora e nas horas vagas fotógrafa e masterchef. Bookaholic morando nas terras do Tolkien, Lewis, Rowling, Dahl, Carrol.